Evento
Backstage – palestras e sorteios
8 fev 2010
Sem programação pra essa quarta pré-carnavalesca em Fortaleza? Minha sugestão é o evento Backstage, que está sendo organizado por um pessoal bem bacana da moda cearense. O intuito do encontro é levar informações de moda além dos desfiles, com palestras de quem está dentro do negócio (os estilistas André Castro, Gilvânia Monique e Jade Maranhão). Além disso, sorteios de brindes Gilvânia Monique, Brechó Reivenção e Mar del Castro.

Então anota aí, vai ser quarta-feira agora, dia 10, às 18:30, no Reinvenção (Rua João Cordeiro, 1675 – Aldeota)
Ah, importante: o evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Para participar é preciso se escrever até dia 09/02/10 (amanhã) pelo e-mail eventobackstage@gmail.com enviando nome completo e telefone.
Salões de negócios começam hoje no RJ
11 jan 2010
De hoje até quinta-feira, dois importantes salões de negócios acontecem concomitantemente no Rio de Janeiro: o nosso velho conhecido Fashion Business e o recém-criado Rio-à-Porter.

Quando a organização do Fashion Rio passou para as mãos de Paulo Borges e sua Luminosidade, o Fashion Business não foi no mesmo pacote. O evento de negócios continuou sob o comando da Dupla, de Eloysa Simão, e está sendo realizado em uma ampla área na Marina Da Glória.
Apesar de ter perdido importantes apoiadores (como Firjan, Abest e abit) ao se desvencilhar do Fashion Rio, a expertise da empresa ajudou a manter 170 marcas. A grande novidade é o salão Fashion Business Tech, que oferecerá soluções para lojistas através de 50 expositores. A expectativa é que o evento, como um todo, gire R$ 350 milhões em negócios.

Já o Rio-à-Porter foi especialmente criado para acompanhar o Fashion Rio sob controle da Luminosidade, em parceria com a Francal Feiras. Este salão mantém marcas mais ligadas ao conceito, inclusive que desfilam na SPFW e Casa de Criadores, e conta com a presença de pólos de moda de outros estados, como o Ceará. Serão 169 expositores em um espaço no cais do Porto, próximo ao Fashion Rio.
O Ceará estará nos dois salões. No Fashion Business, participam Cholet e Dona Florinda. Já no Rio-à-Porter, expõem Ethel Whitehurst, EmesD., Catarina Mina e Jô-Iola.
Com informações das assessorias e Use Fashion.
Fotos: assessorias
Fashion Rio – 1º dia
9 jan 2010
Ainda dá pra inovar tendo como gancho o punk-rock? Pode ser que dê, mas não foi o caso. Preto, tachas, recortes e frases querendo ser irreverentes. Estava tudo lá no desfile da Auslander, com uma tentativa de pegada fetichista e Mad Max (aquela Sessão da Tarde com Mel Gibson, lembra?). Será que pega legging pra homem? I don’t think so. Vamos combinar que o styling foi muito melhor do que a coleção em si. O mais interessante foi a jaqueta prateada. Essa eu queria.

Sou fã do trabalho artesanal do Melk Z-Da, que buscou nas memórias da carpintaria da infância a inspiração para essa coleção. Como sempre, as peças aparecem bem estruturadas com recortes e volumes que definitivamente não são fáceis. Outro ponto forte que se mantém nessa coleção é o uso dos materiais, com os quais ele consegue texturas super interessantes, como as nervuras da madeira.
O desfile da Giulia Borges me surpreendeu. Pelo tema “medo do escuro”, poderíamos ter uma coleção boba. Não foi o que aconteceu. A estilista teve boas sacadas ao trazer para a passarela uma infância não tão inocente, com bonecas aprisionadas, zíperes visíveis, transparências — algo entre o lúdico e o fetichista. O legging de tule de bolinhas é o toque fofo em looks preto e branco, com vermelho de vez em quando.
O caso do Victor Dzenk é complicado. Sem querer mexer em time que está ganhando — é super queridinho de atrizes e socialities — falta-lhe ousadia. Nota-se a técnica, o caimento, a qualidade do material, mas nada surpreende: é tudo formal demais, literal demais. Como se só o longo, drapeado, floral e esvoaçante pudesse ser elegante e feminino. A gente já viu antes! Até mesmo a segunda-pele simulando tatuagem, única nota dissonante nesse baile, nos lembra uma antiga coleção de Lino Villaventura…
Fotos: Agência Fotosite
Dragão Fashion – Concurso dos Novos
6 jan 2010

Como diriam meus amigos pernambucanos, tá ligado? Tá ligado que já está rolando preparação para o Concurso dos Novos do Dragão Fashion Brasil, né? Pois bem, as inscrições ficam abertas até 23 de fevereiro, e o evento acontece de 25 a 28 de abril, em Fortaleza (CE).
Funcionará como no ano passado, ou seja, trabalhos em grupo. Sob a orientação de seu corpo docente, cada instituição selecionada desfilará sua coleção no Centro de Convenções de Fortaleza, integrando o line-up do evento. A premiação é de R$ 6.000 para a equipe vencedora e um troféu para a instituição de ensino vitoriosa.
Em 2010, o Dragão volta às origens de seu nome e elege como tema “Dragão do Mar – Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde. Cearense, Jangadeiro, Abolicionista”. Chico da Matilde ficou conhecido por seu engajamento na luta pela libertação dos escravos no Estado.
As equipes podem enviar seus trabalhos de 2 de janeiro a 23 de fevereiro de 2010. O resultado dos trabalhos será divulgado através do site do evento no dia 27 de fevereiro de 2010. Veja o regulamento completo.
Moda na passarela… do samba
17 dez 2009
É o que promete a escola Porto da Pedra para o Carnaval carioca de 2010, com o enredo “Com que roupa… eu vou? Pro samba que você me convidou”. O carnavalesco Paulo Menezes pretende mostrar na Marquês de Sapucaí a evolução vestimentar do homem e da moda brasileira, desde as peles da pré-história aos estilistas do século 21. Alexandre Herchcovitch, Lino Villaventura e Oskar Metsavaht estão entre os homenageados com alas dedicadas a eles. A ala que reverencia Zuzu Angel foi a mais procurada e as fantasias já estão esgotadas.

Fantasia da ala Lino Villaventura
Claro que só teremos noção se a empreitada foi bem sucedida após a passagem dos 4.200 componentes da escola pelo Sambódromo, em 15 de fevereiro de 2010, mas pelos croquis já dá pra perceber que houve uma preocupação na identificação do estilo de cada estilista. Estão lá, por exemplo, os moletons saruel de Metsavaht e as contruções geométricas nos patchworks de Villaventura — claro que com aquele toque de exagero kitsch próprio da festa. No entanto, o samba-enredo, como de praxe nos desfiles de Carnaval, é confuso, mistura figurino com moda e ainda traz a infame frase “Há muito tempo o homem deu no couro”. Oi?
De qualquer forma, não deixa de ser uma vitrine interessante, se lembrarmos que o evento conta com cerca 200 mil espectadores nos 2 dias, sendo 60 mil deles estrangeiros, fora a transmissão para mais de cem países.
Herchcovitch em campanha para ajudar cães abandonados
17 dez 2009

Se além das peças criadas por Alexandre Herchcovitch, você também gosta do que ele veste, eis a oportunidade de levar pra casa uma roupa, sapato ou acessório do acervo pessoal do estilista — e, com isso, ainda ajudar cãezinhos abandonados. A iniciativa faz parte da campanha “Adotar é tudo de bom”, tocada pela Pedigree.
Vamos explicar: Alexandre adora animais, principalmente cachorros. Junto com Fábio Souza, também estilista, ele montou na loja À La Garçonne (SP) um espaço exclusivamente voltado para a venda de objetos pessoais de artistas e celebridades engajadas com a causa. A renda será revertida para ajudar os cãezinhos a encontrar um lar. Para 2010, estão programadas outras 12 ações na loja, cada mês com nome diferente.
Onde?
À La Garçonne: Rua João Moura, 395 – Pinheiros – SP
site: www.adotaretudodebom.com.br
twitter: @adotaretudodbom
Happy Hype Bazar
16 dez 2009
Quem me avisa é Kiko Bloc-Boris: Só gente legal no Happy Hype Bazar, que acontece sábado agora (19/12), a partir de 18hs. Corrão, que o babado lá não costuma seguir madrugada afora por causa da vizinhança residencial da Praia de Iracema.
E o que vai rolar?
Ruth Aragão + Brechó Marinas Garage + Jinja + Clube Bijoux + Expô de fotos + Drinkvodkapardal free + Brechó Meu Querido Ácaro + Apopalipse Now by Boo + Homewear by Casa 202 & Boo + Move Rec Sessions + 4 DJs no térreo + 6 DJs no andar de cima

Coletivo Beauty
11 nov 2009
Só pra agradecer o pessoal do Coletivo Beauty, que me convidou pra esse encontrinho super gostoso de blogueiras, mas que eu não poderei comparecer por uma questão de “apenas” 3.000 quilômetros. Mas se você está em Fortaleza, recomendo fortemente.

Aposta nos materiais
7 nov 2009

Quando o discurso da sustentabilidade ganha força, o lema punk aparece repaginado: (re)faça você mesmo. Foi essa idéia que me passou a palestra da estilista Maroussia Rebecq na segunda noite do Pense Moda. O coletivo do qual ela faz parte, Andrea Crews, trabalha da seguinte forma: compra roupas de segunda mão e as transforma em peças únicas e diferentes. Para exemplificar, ela mesma serviu de modelo, transformando na hora um vestido chemise, que na verdade era uma camisa masculina extra-grande, em blusa e depois em calça. Tamanhos? “A pessoa tem que encontrar seu corpo dentro da roupa”. Afinal ela não é modelada pra ficar de determinada forma, pelo que entendi. A forma de apresentação também costuma ser pouco usual: performances, como a que transformou transeuntes em modelos na Nuit Blanche, em Paris, a transformação de roupas em “monstros”, em Berlim.
Ao contrário do que se poderia imaginar, as roupas da Andrea Crews não são mais baratas. Segundo Maroussia, além do processo de transformação ser dispendioso, há poucos compradores e o risco é grande. No entanto, o coletivo, com estúdio no Quartier Pigalle, chama atenção de grandes marcas, como a Nike, para a qual desenvolveram uma coleção “capsula”. Mas a venda está descartada, pra “não se deixar engolir”. Apesar da aproximação com o mundo das artes e do interesse por outros países, Maroussia não escondeu que conhece pouco do Brasil: algo de bossa-nova, Vik Muniz, Alexandre Herchcovitch e CSS.

Depois foi a vez do namorado da moça se apresentar: Jean-Michel Bertin, cenógrafo de shows e videoclipes que acabou nos editoriais de moda quase por acaso. Ele seguiu pela mesma linha de mostrar que criatividade não depende de mega-orçamentos, apesar de trabalhar com grifes de luxo, como Lacoste e Hermès. Seu trabalho prioriza ideías engenhosas e materiais interessantes – geralmente baratos, mas com resultados visuais bárbaros. Exemplos não faltaram: rolos de cartolina para a exposição de Christian Lacroix, blocos e tiras de madeira para o CD de Yelle, sacos de lixo inflados… Mesma premissa que marcou o clipe de “We Are Your Friends”, do Justice, do qual foi diretor de arte e catapultou sua carreira. Com orçamento de apenas 5 mil euros, foi o melhor vídeo do ano no VMA 2006.
Internet de sete cabeças
5 nov 2009
Tentando resumir o que foi dito na mesa sobre Futuro da Mídia, mediada pelo Alexandre Matias (Link-Estadão), no Pense Moda. Melhor começar com um dado intessante: em um ano, o percentual de brasileiros que têm o hábito de colaborar com conteúdo na internet passou de 35% para 55%. Isso sem contar o pessoal do copy-paste. Claro que muita gente também só fez atualizar seu perfil no Orkut ou Facebook. Mas:
1. esse é o primeiro passo para uma participação mais efetiva na rede
2. não deixa de ser um número representativo nos mais de 190 milhões de habitantes do País
3. o perfil surpreendeu, a maioria estava distante do eixo Rio-SP: no Norte, Centro-Oeste e Nordeste
A pesquisa foi citada por Fernand Alphen, da F/Nazca (sorry, mas não peguei quem fez ou encomendou), e aponta para a necessidade de se pensar essa mídia em suas especificidades e que não pode mais ser encarada como mero modismo. Apesar de algumas divergências, todos na mesa concordaram que o futuro é digital, mas que persiste um desentendimento dessa quebra de paradigma: a informação não vem mais de cima pra baixo. ”A comunicação se dá em duas vias, o usuário não é mais estático”, disse Andrea Bisker, diretora da WGSN para a América Latina. Vale um parentese pra quem não é do meio: criado há 11 anos, o portal WGSN é tipo um Bloomberg da moda.

Fernand Alphen, Sebastian Orth, Paulo Caruso, Alexandre Matias e Andrea Bisker. Foto: Divulgação
Muito falada, pouco compreendida, a internet é um fenômeno em processo. Ficou claro pelas falas de todos na mesa que os anunciantes são os mais perdidos. Querem marcar presença na rede, mas gastando pouco e calcados em formatos tradicionais. Acham que isso se resume a comprar e vender espaço na internet, como se fosse uma revista ou jornal — então haja banners e anúncios poluindo páginas. Como ainda possuem uma mentalidade mais voltada para o quantitativo do que para o qualitativo, vêm como um investimento de pouca penetração — daí os baixos orçamentos brasileiros para ações na rede. “É uma dificuldade fazer o cliente entender que não é fácil e nem barato fazer um trabalho com qualidade na rede”, comentou Fernand. Foi aí que a Alê Farah, do blog Filme Fashion, não se segurou: “Ah, mas dá sim pra fazer você mesmo bom e barato”. Para ela, com o domínio de ferramentas simples, como editores para blogs, streaming, etc… é possível fazer um trabalho auto-suficiente, opção dela, e bacana. “Sou o Boni, o Bonner, na minha TV”.
Pergunto aos meus amigos experts em mídias sociais a opinião deles. Dá ou não dá pra trabalhar conteúdo de qualidade sem grana? :)
Só pra concluir, duas colocações do Paulo Caruso (Departamento de Mídia da o2 Filmes):
1. O faturamento dos games já superou o de Hollywood em US$ 1 bilhão e cresceu 19% em meio à crise em 2008. O público de game está envelhecendo, não é só mais adolescente que joga. Quando as empresas vão explorar melhor esse nicho?
2. A conversa sobre a internet lembra o início do cinema, com os irmãos Lumiére. Não era nada mais do que um trem rodando, mas todo mundo pirou. Simplesmente por poder ver aquele trem em movimento, ou seja, pela tecnologia.
Pena que quando a discussão toda estava começando a pegar gás, acabou o tempo.
